Depois de ouvir os relatos mais antigos, um dos homens respirou fundo antes de falar. Não parecia confortável com a atenção.
Ele explicou que, anos atrás, ouviu uma história parecida quando trabalhava em outra cidade. Uma história que envolvia documentos.
Segundo ele, em épocas difíceis, algumas pessoas preferiam esconder papéis importantes em locais improváveis. Não em cofres. Não em casas.
Lugares comuns. Onde ninguém suspeitaria.
A árvore, naquele tempo, ainda era jovem. Cresceu sobre algo que já estava ali.
O homem deixou claro que não falava de dinheiro. Nem de objetos valiosos.
Falava de registros. Nomes. Decisões que nunca chegaram ao conhecimento público.
Se aquilo estivesse mesmo dentro da caixa, não era apenas uma curiosidade antiga.
Era uma parte da história que alguém tentou esconder.